Prato Típico do Espírito Santo, cujos
principais ingredientes são peixe, azeite, alho e sal, urucum, coentro, cebola,
cebolinha, tomate, pimentão, pimenta malagueta e limão.
O peixe escolhido deve conter poucos espinhos,
sendo os mais usados: robalo, namorado, cação e olho-de-boi, fatiado em postas de cerca de um centímetro de espessura. Os mais gostosos também seguem essa ordem.
Assim, para cada quilo de peixe deve-se
colocar:
- 01 maço de coentro;
- 01 maço de cebolinha;
- 01 maço de salsinha;
- 06 tomates grandes (picados em cubos pequenos e sem pele);
- 03 cebolas de cabeça (também grandes);
- 06 dentes de alho (grandes) socado com uma colher (sopa) de sal;
- 02 pimentões (grandes e bem picados);
- caldo de 2 limões (o limãozinho);
- uma colher e meia (sopa) de urucum (tem que ser urucum e, não,
coloral);
- 01 copo de azeite de oliva (não se usa óleo);
- 03 pimentas malaguetas. Se desejar pode substituir a pimenta
malagueta por uma colher (sopa) rasa de pimenta calabresa.
Para dar
ainda um sabor todo especial e diferenciado, pode-se ainda acrescentar:
·
2 folhas de hortelã- pimenta
·
3 folhas de manjericão
·
1 colher (sopa) de margarina
Quanto ao modo de preparar existem inúmeros segredos, mas esta é uma das melhores formas:
Tempere o peixe com uma parte do tempero
preparado (alho e sal), regue-o com o suco de um limão e reserve (30 minutos).
Leve a panela de barro ao fogo e quando
estiver bem quente, coloque o azeite e baixe o fogo. Com o aquecimento do
azeite, mais ou menos depois de uns quatro a cinco minutos, acrescente o
tempero e, quando o alho começar a dourar, coloque o urucum (mexa), a cebola, hortelã-pimenta
e o coentro. Mexa por uns segundos e acrescente o tomate e o manjericão.
Misture bem e espere pela fervura. Quando isso ocorrer, coloque o pimentão e
espere iniciar novamente a fervura e acrescente a margarina.
Deixe em fervura por aproximadamente dez
minutos e acrescente a pimenta. Após mais cinco minutos de cozimento,
acrescente o peixe no sentido das laterais para o centro da panela de maneira
que eles fiquem submersos para o cozimento. Deixe cozinhar por cerca de vinte minutos,
acrescente o suco do segundo limão. Ao final de mais cinco minutos, abaixe o
fogo, enfeite com rodelas finas de tomate (sem pele), de cebola e pimentão.
Tampe a panela por dois minutos, desligue o fogo e acrescente a cebolinha e a
salsinha (sem misturar). Sirva na própria panela que manterá a moqueca fervente
por um bom período.
Além do arroz branco (bem soltinho) a famosa
Moqueca Capixaba é acompanhada tradicionalmente pelo pirão, que é composto
pelas partes menos “nobres” do peixe, como por exemplo, a cabeça, pedaços
menores, rabo, etc. e acrescentando os mesmo temperos, proporcionalmente à
quantidade de pirão que se deseja fazer.
Pirão
Utilize uma panela de barro pequena
(dependendo do número de convidados), sendo que o processo de aquecimento é o
mesmo. Acrescente o azeite, pimenta calabresa e o tempero. Assim que o alho
começar a dourar, acrescente o urucum, a cebola, o coentro e hortelã-pimenta
(misture).
Inclua o peixe e duas xícaras de água. Assim
que o peixe estiver bem cozido, retire-o da panela e desfie-o bem (reserve).
Abaixe o fogo da panela e vá acrescentando em forma de “chuva” a farinha de
mandioca, mexendo sempre até atingir a consistência desejada. Inclua o peixe
desfiado (misture) e acrescente a cebolinha (sem misturar)
Notas:
- Nunca, mas nunca mesmo, coloque azeite de dendê e leite de coco,
caso contrário não é Moqueca Capixaba, mas uma peixada.
- Cuidado, ao servir-se, para não pegar a pimenta malagueta;
- Se desejar acrescentar camarão, tempere-o junto do peixe e
acrescente-o à moqueca, quando for acrescentar o peixe (o mesmo para o
pirão)
- Nunca acrescente água à moqueca, pois o peixe que vai ser cozido “chora
a própria água do cozimento”.
- Tanto a moqueca, quanto o pirão
deve-se utilizar sempre uma colher de pau.
- A moqueca deve chegar à mesa na mesma panela em que foi cozida,
fumegante, acompanhada do pirão e de arroz branco.
- E para beber, um bom vinho cai bem.
Bom apetite!

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